quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um repensar

Bem esta é aquela época em que todos publicam aquelas frases vulgares que conhecemos, "364 páginas de 365", "Ainda tens 1 dia podes mudar algo", " Estão por vir 366 novas oportunidades", entre outras. São estas frases que nos impulsionam e dão esperança para este novo ano, mas sejamos sinceros nenhuma destas vai fazer parte do nosso caminho durante o próximo ano, e daqui a 365 dias exatamente vamos estar a escreve-las todas de novo.
 Que tal sermos mais objetivos naquilo que queremos, também não estou a falar daquelas promessas que fazemos todos os anos como " Para o ano prometo parar de fumar" ou " para o ano vou estudar mais" ou ainda " para o ano é que vou começar a fazer exercício".  Vamos fazer promessas verídicas e com algum sentido,e que nós saibamos que vamos cumpri-las. Não estou a dizer que essas promessas de parar de fumar de fazer exercício e de estudar não façam sentido, porque fazem, só temos de cumpri-las porque se não, vamos chegar ao fim do próximo ano e refazê-las e assim em todos os anos seguintes.
 Sejamos todos mais sinceros connosco próprios, todos temos aquelas promessas que temos medo em fazer porque nos custa a nível emocional, mas se adiarmos isso a vida toda não vamos nunca avançar, e ficaremos com remorsos. Vamos aproveitar as tais novas 366 hipóteses que temos reservadas e fazer delas o melhor que podemos, e fazer aquilo que temos à tanto tempo guardado para nós.
Querer está acima de tudo, se quisermos conseguimos, temos de ter força de vontade e fazer por isso, e com certeza  aquilo que pretendemos poderá tornar-se realidade.
Aproveitemos então este último dia para repensar-mos naquilo que pretendemos prometer à meia noite, aproveite-mos os nossos tão famosos 12 desejos e que deles tiremos o melhor proveito possível.
Da minha parte que no próximo ano tenham tudo de bom, muito obrigado por me terem acompanhado na minha nova jornada aqui no blog, que tenham tudo de bom e estaremos aqui para o ano, com muitas coisas boas.
                                                                    Bom Ano 2016
                                                                                                                                                       NC

sábado, 21 de novembro de 2015

A última tripulante

Hoje é um daqueles dias que mais valia nem ter acordado, é daqueles dias em que eu penso porque fiz que ele fosse tão especial no passado. A verdade é que nós nunca sabemos que o que fazemos hoje amanha ou daqui a 3 anos vai parecer-nos tão descabido, não quer dizer que o se passou no meu caso tinha sido descabido, porque não foi, foi uma das coisas que mais fez sentido na minha vida. A verdade é que passaram 3 anos e eu tenho a consciência que neste momento estou a desperdiçar tempo a remoer em coisas do passado, hoje é o meu dia na introspeção, será que aqueles 2 anos e meio cobrem todo o sofrimento destes últimos 6 meses? Não sei, mas sei que está na hora de me reerguer e seguir caminho, chega de olhar para trás chega de pensar no que poderia ter feito para que nada disso estivesse a acontecer, porque a verdade é que está, e não posso fazer nada para contrariar.
Posso, sim, demonstrar que estou mais forte, mais capaz de não me deixar eludir, que já não sou mais essa menina. Isto não é só para mim, é para todos vocês que estão na corda bamba sem saber o que fazer com toda esta mágoa. Pensem comigo, quantos mais anos das nossas vidas vamos desperdiçar a pensar em quem já nem se lembra da nossa existência.
Vamos olhar para trás e pensar que fomos os culpados por tudo mas a verdade é que o tango se dança a dois, foram os dois lados que decidiram largar a corda embora não nos apercebamos já não estamos mais a puxá-la, estamos com ela na mão mas já não temos mais força para a puxar. Alguns vão dizer-nos se não tivesses feito isto, se não tivesses feito aquilo, agora poderia ser tudo diferente, mas é sempre mais fácil falar que fazer, se o fizemos é porque naquele momento aquilo era o mais acertado, todos nós cometemos erros, agora o que podemos fazer?? Pedir desculpa? Sim, poderíamos mas se essa pessoa nem esta aí, então porque teremos nós de estar?  Muitos dirão que foram cobardes em ter abandonado o barco, mas lembrem-se que fomos nós os últimos a saltar.
Eu sei bem o que é isso, ouvir toda a gente dizer que somos os grandes responsáveis, mas neste momento estou mais interessada em viver a minha vida do que ouvir o que eles tem a inventar sobre mim. Está na hora de viver, de acordar, de deixar esta prisão. Muitos escrevem Hamo-te, com h porque dizem que foi um erro,mas eu ... eu não digo que amar-te foi um erro porque não foi, foi sim o sentimento mais bonito e arrebatador que alguma vez senti. Chegámos até a  inventar a nossa forma de dizer Amo-te, AMOTHE, tudo junto porque não havia espaços, mas a verdade é que existiram sim, bastantes lacunas por preencher, mas sabes que mais, não vou mais tentar tapa-las, encobri-las vou sim deixá-las estar como estão, e elas vão acabar por se tapar a elas próprias, e nesse momento eu não terei de pensar mais nisso.Entretanto viverei a minha vida da melhor maneira possível. Chegou o momento de fazer isto por mim e não por ti ou porque acho que ainda sentes algo, já me apercebi que não, que já sou passado, e é exatamente o que tu vais passar a ser para mim, apenas uma lembrança.
Vou agora para uma nova aventura, vou abandonar esta embarcação onde sou a única tripulante que ainda resiste a estes estragos todos.
E que de hoje a 1 ano esteja bem melhor, com tudo arrumado nas gavetas certas, talvez daqui a um ano a vida que idealizei se aproxime um pouco daquela que o destino me reservou...
                                                                                                                                                    NC

domingo, 15 de novembro de 2015

"Não passamos de seres insignificantes mas ao mesmo tempo furtivos"

Bem, aqui está um tema que se pensa muito bem antes de se escrever, deixa-nos bastante reticente e eu não sou exceção. É um tema que incomoda, que nos corrói, mas que nós já pensámos mas sempre que ele nos passa pela cabeça só o queremos afugentar.

Morte... Quando ouvimos esta palavra, a primeira coisa que fazemos é fugir desta conversa, não tem nada de errado em relação a isso aliás foi o que nos incutiram, que este é um tema demasiado pesado para ser abordado. Mas será que é mesmo? Tentamos fugir dele a todo o custo, até que um dia não podemos fugir mais, quando nos encaramos de frente com ela não à nada que possamos fazer para fugir.  Neste fim-de-semana, (14-15 de Novembro), deparámos-nos com um ataque a França, muitas pessoas morreram e as suas famílias tiveram de encarar os seus assombros.  Um dia saímos de casa para irmos a um concerto e do nada aquela decisão aparentemente tão normal, torna-se o pior pesadelo da nossa vida. Agora eu pergunto-me cada vez que pensar sair de casa terei de pensar duas vezes?? Muitas pessoas vão dizer, " estás em Portugal, num país pequeno, achas que isso aconteceria aqui?"" e aí eu penso, pois realmente ele/a tem razão, mas aí volto a questionar-me, sim tens razão estou num país pequeno, mas repara, França é um país bastante grande, um país desta dimensão tem bastante segurança e mesmo assim aconteceu uma calamidade. Um  país como o meu que apesar de ser mais pequeno, não tem tanta segurança, é verdade que esses países maiores têm mais probabilidade, mas isso não quer dizer que nos deixemos de preocupar, bem pelo contrário".
A morte assusta-me, sempre que penso nela, penso nas pessoas que amo, e como seria terrível e uma dor indescritível se as perdesse. Mas a verdade é que isso vai acabar por acontecer, lá está outra frase que quando ouvimos, só pensamos em esmurrar a pessoa que teve coragem para a dizer em alta voz. Mas é verdade um dia, amanhã, daqui a uma semana, um mês um ano, anos, vamos nos deparar com ela, e quando isso acontecer vamos estagnar, vamos querer esquecer vamos negar porque não estamos preparados para algum dia perder alguém que ama-mos.
Quando perdemos uma pessoa, não quando ela morre, mas quando ela sai das nossas vidas, se essa pessoa for daquelas pessoas que esteve na nossa vida por um tempo que nós pensámos que seria indeterminável, a dor que sentimos é penosa, é insustentável, agora pensemos se essa pessoa desaparecesse mesmo de vez da nossa vida, se ela morresse? Como seria a dor? INIMAGINÁVEL!. Com esta frase o que pretendo dizer é que para não perdemos tempo com coisas fúteis, vamos desfrutar dos escassos momentos que temos com as pessoas que amamos.
A dor de perder alguém com a certeza que não dissemos tudo, que não fizemos tudo o que queríamos, deve ser das piores sensações do Mundo.
É quando acontecem estas grandes tragédias que nós pensamos o quão somos insignificantes, mas ao mesmo tempo tão furtivos. É quando não damos conta que a morte nos bate à porta, nunca estamos preparados para isso, nem devemos estar. Fomos programados para um curso de vida que deveria ser o normal, mas quando esse curso se altera, tudo desmorona. Não é natural ver crianças a morrer, não é natural ver seres humanos matarem outros. Mas o pior é que para muitos isto é o pão nosso de cada dia. Viemos todos do mesmo sítio, somos todos pessoas, mas estamos todos a matar-nos uns aos outros como se fosse completamente normal. Nem sequer pensamos em quem é esta pessoa, de quem ela é filha, irmã, marido ou mulher, pai ou mãe, avô ou  avó tio ou tia ,amigo.
Este é um tema que odeio que preferia que nem sequer existisse, mas a verdade é que existe e é bem mais real que algum de nós deseja. Medo é a palavra que melhor descreve o que sinto, perder os que mais amo, perder a minha família os meus amigos, perder-me a mim mesma, tenho medo de partir antes de fazer tudo aquilo que desejo. É aterrorizante pensar que um dia tudo aquilo que mais amamos vai desaparecer, ou porque um maluco decidiu rebentar-se ou porque foi a velhice ou uma doença, todas estas ideias assustam-me.
Ninguém nasceu preparado para esta dor, não vale a pensa dizer que vamos superar minimamente, quando ela nos tocar, porque certamente não iremos, vai ser  como um canhão a derrubar um muro de cimento. Eu queria tanto poder evitar sentir algum dia esta dor.
Quem sabe um dia talvez estaremos mais aptos para não sofrermos tanto... Quem sabe...
                                                                                                                                                          NC

domingo, 18 de outubro de 2015

comentário-A tragédia absoluta que é conheceres o amor da tua vida na altura errada

Sei muito bem como é nos sentirmos no "purgatório do amor", é sentirmo-nos presos a nada mas ao mesmo tempo a tudo, é fazer de tudo para sair de lá a correr. 
 É o enganarmo-nos, fingir que conseguimos ultrapassar tudo, é acordar um dia e olharmo-nos ao espelho e dizer "a partir de hoje essa pessoa não existe mais na minha vida" e sairmos porta fora. Eventualmente poderá aparecer à nossa frente  alguém que nos deixa a pensar que este é o nosso príncipe ou princesa, começamos a criar expectativas, criamos ilusões, queremos que ela haja de certa forma, mas essa não é a sua maneira de ser. Tentamos moldá-la ao que para nós fazia sentido naquele momento, mas depois apercebemo-nos que ele/a não corresponde aos nossos altíssimos requisitos, depois aparece outra pessoa e passa-se exatamente o mesmo e assim sucessivamente até chegar aquele momento em que paramos e a realidade fica mesmo à nossa frente e aí não temos mais saídas, resta-nos admitir aquilo que pairava no nosso coração mas que não podíamos sequer permitir que algo desse género nos passasse pela cabeça. Estávamos apenas a tentar encontrar em todas as outras pessoas um bocado da nossa pessoa, ou melhor da pessoa que supostamente deveria ser nossa. 
 Voltamos a nos sentir vulneráveis, frágeis, à mercê da sorte, estamos em baixo e quando parece que finalmente a tempestade passou começamos a nos levantar, espreitamos lá para fora para ver se é seguro sair. Passamos uns belos tempos na corda bamba, onde dizemos que estamos melhores mas nem nós próprios sabemos como estamos. Aí a pessoa volta e fala connosco, uma breve pergunta, ou um  simples "oi!" que para essa pessoa é só um oi mas para nós é a luz, é a esperança a voltar, depois essa pessoa diz-nos meio subentendidamente que aquilo não passa de uma conversa de cortesia, e aí tudo se volta a desmoronar, sentimos raiva ódio, todos os sentimentos possíveis, imagináveis  e inimagináveis. Dizemos que essa pessoa volta sempre nos momentos em que nós estamos a tentar reerguer que essa pessoa gosta de nos ver assim, desmontadas, desejamos retaliação. Mas a verdade é que a culpa é inteiramente nossa, porque nos deixámos iludir, deixamo-nos voltar a pensar em reconciliação, permitimos-mos pensar em coisas que já deveriam estar enterradas. 
 A culpa é nossa, mas não podemos admitir isso perante nós mesmos, então, mandamos as culpas para terceiros para ficarmos mais ou menos estáveis, mas a verdade é que estamos apenas a mandar poeira para os nossos próprios olhos. Então ficamos sentados no "purgatório do amor" à espera. 
 Durante essa espera uma vida se passa e nós continuamos à espera daquela pessoa, porque sabemos simplesmente que ele/a, é o/a tal, e nada nem ninguém pode nos fazer mudar de ideias. 
 Estou assim, sentada, à espera que essa pessoa passe comigo as fornalhas do Inferno, e que depois me dê a mão e me diga que finalmente estamos no bom caminho. 
 Enquanto isso não acontece fico à mercê da vida. 
 Enquanto a pessoa não se decide se háde enfrentar meio mundo comigo, ou simplesmente seguir o seu caminho eu fico à espera, à espera de um sinal. Talvez vá amolecendo a dor tornando-a mais suportável, talvez ela comece a desaparecer, mas sei que se ouvir aquela música ou ler aquela frase, vai tudo voltar à cena principal, os panos vão voltar a subir e a cena recomeça, não sei por quanto mais tempo conseguirei permanecer na mesma peça, não sei sequer se algum dia sairei dela, o que sei neste momento é que não estou tão mal como poderia estar, mas também não estou tão bem como desejaria estar. Esta pode ser a parte intermédia do estado, agora resta saber qual vai ser a final. 
 A única certeza que tenho é que estou perdida no labirinto que é este "purgatório" e que por mais voltas que dê não encontro a saída. 
 Talvez um dia a encontre ... ou talvez não.... 


NC 

sábado, 10 de outubro de 2015

A tragédia absoluta que é conheceres o amor da tua vida na altura errada


Como prometi à pouco dou publicar aqui um texto de um site, vou por o link do face e claro o nome da autora, farei um comentário, não nesta publicação mas noutra. Espero que gostem, e para a leitura deste texto recomendo que ponham esta música adequa-se bastante. https://www.youtube.com/watch?v=VzJGu0Gdhpk  With Love- Christina Grimmie.


Separações são sempre difíceis porque temos de chorar por alguém que amámos e perdemos.

Mas o tempo cura tudo, e eventualmente irás conhecer outra pessoa. Eventualmente, esse ex-amor será apenas uma memória distante.

Mas há um tipo de separação que não é como todas as outras. É uma separação que aconteceu com uma pessoa que, por mais que tentes, não consegues esquecer.

Não há um dia que não passe sem que essa pessoa se cruze na tua mente e que faça o teu coração sentir-se mais pesado.

Normalmente acontece porque a relação esta inacabada. Mas não podes dizer isso a ti próprio, e certamente não podes acreditar nisso porque te iria enlouquecer.

Então, tu dizes a ti próprio que estás bem e que consegues seguir em frente. Chegas até a ficar muito próximo de te enganares a ti mesmo.

Isto é, até ouvires aquela música,veres aquela foto, teres vontade de partilhar alguma coisa ou simplesmente acordares a pensar nele ou nela.

Então voltas à estaca zero.

Existem tantas pessoas que entram e saem da tua vida. Algumas enamoras durante algum tempo mas nunca lhes dás uma oportunidade, e outras gostas imenso mas não resulta.

Depois existem aquelas pessoas que te destroem, que levas meses ou anos a esquecer.

Mas este sentimento é diferente; este é o sentimento que tens quando sabes que algo tem de acabar agora mesmo mas ainda não está terminado totalmente.

Não podes simplesmente dizer, "Eu desejo-te o melhor" e seguir em frente. Não consegues terminar esse capítulo da tua vida porque sabes que não podes desistir já. Não agora, e talvez nunca.

E depois és enviado para aquilo que gosto de chamar de "purgatório do amor". É um local onde sabes que está o amor da tua vida, mas os dois não estão actualmente juntos.

Talvez tenham namorado durante um curto período, talvez tenham tido uma relação completa  ou talvez nem tenham estado oficialmente juntos.

A conexão com essa pessoa e tão real, forte e magnética que és constantemente puxado para ela. A relação não atingiu o seu potencial ainda, portanto não pode acabar.

Na verdade, essa pode ser a pessoa com que um dia irás ficar. Mas não estão juntos agora por causa do tempo, da agenda, das oportunidades perdidas ou blah, blah, blah.

Então tu estás sentado no purgatório do amor a passar o tempo até que ambos se possam encontrar novamente, Não ficas somente sentado a ouvir música triste e a esperar.

Tu encontras distrações e afastas-te daquilo que realmente sentes de maneira a continuares a ser um humano capaz de funcionar na vida.

Conheces outras pessoas fantásticas e lindas com quem gostavas que as coisas funcionassem, mas isso nunca acontece, Ele ou ela simplesmente não é o/a _____(preenche com o nome da tua pessoa).~

" She's not Rachel," é a famosa linha da série "Friends". E isto é o que a pessoa que te mantém no purgatório do amor te faz sentir; ninguém se compara a ela.

Porque quando sabes, tu sabes. Essa conexão acontece uma, talvez duas vezes,  numa vida inteira.

Os teus amigos acham que és maluco, e tu próprio começas a sentir-te maluco. Porque é que, num mundo com biliões de outras pessoas, tu estás a deixar que uma não te deixe seguir em frente? Nem tu consegues responder a esta pergunta.

" o coração tem razões que a própria razão desconhece 

- Blaise Pascal

Algumas pessoas conhecem alguém, namoram, apaixonam-se e vivem felizes para sempre.

Muitos outros não têm tanta sorte. Alguns de nós tem de lutar, acabar, voltar e atravessar o inferno com a outra pessoa até que finalmente tudo resulte.

Talvez o problema, seja, novamente, tempo. Talvez tenhas de aprender a crescer mais antes que possas assentar. Qualquer que seja o problema, tu sabes que eventualmente os dois irão encontrar-se novamente.

Porque tal como Ross e Rachel, Bonnie e Clyde, Brad Pitt e Angelina Jolie e todas as grandes histórias de amor dos filmes e da televisão, existe sempre alguém que não consegues esquecer e nunca conseguirás. 

Mas até encontrares o teu caminho de volta, tu ficas sentado miseravelmente no purgatório do amor com esperança de encontrar alguém ou alguma coisa que te mantenha ocupado tempo suficiente para não te auto destruíres.

Algumas pessoas vão ficar irritadas com isto e pensar, " Não é assim que é suposto ser o amor" ou
" Se fosses maduro o suficiente sobre como funciona o amor, não estarias neste estado".

Mas eu tenho que discordar e contra-atacar com isto, " Como é que sabes? Só porque as coisas foram fáceis para ti não significa que sejam para todos os outros".

As pessoas são muito complicadas e o amor é, por vezes, complicado.

Se não é desta forma para ti, não significas que estejas a amar de forma errada. Simplesmente significa que o teu caminho foi mais fácil.

Para aqueles que estão atualmente no purgatório do amor, um dia estarás com essa pessoa, também.

Texto de Lauren Skirvin (tradução)


Espero que gostem tanto deste Texto como eu gostei, farei o comentário em breve, apreciem e não se esqueçam da música.

 NC

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sítios comuns

É nos sítios mais peculiares e menos evidentes que me surgem ideias, normalmente as pessoas procuram sítios calmos para terem inspiração, mas a inspiração  encontra-me em sítios comuns. Estava no autocarro a ouvir uma música que adoro, e que  para além de fazer parte da banda sonora de um filme que me deixou totalmente perdida, a letra é simplesmente uma obra prima. As ideias começaram a surgir, um turbilhão de palavras invadiram a minha mente e começaram a juntar-se, a dar algum rumo, alguma direção.
As setas que encontro no caminho a dar sentido à estrada têm-se desviado criando alguns corta matos, uns mais fáceis que outros, e neste novo sentido ainda não sei qual vai ser o percurso, qual vai ser a distância. Ter controlo sobre as coisas é uma coisa que ambiciono, queria poder controlar a minha vida dar-lhe o rumo certo e não enveredar por estes atalhos que são bastante atrativos mas bastante promiscuos. A aventura acompanha-me mas também a segurança, por vezes a primeira fala mais alto que a segunda e quando vejo um precipício a  resposta mais óbvia para todos seria anda para trás, mas depois eu na minha estupidez digo "bora! vamos, não tens nada a perder", e fico mesmo à beira do precipício com umas dúvidas finais, mas depois o impulso leva-me a fazer aquilo que era impensável... saltar. O problema é que a queda por vezes é bem grande, outras mais pequenas, neste momento estou na parte da beira do precipício e não tenho a certeza se salto,se  me atiro de cabeça ou me deixo ficar aqui em cima, simplesmente a olhar  para baixo a ver as oportunidades a escorregar-me pelos dedos, queria tanto poder saber o que fazer, queria desta vez não me precipitar, mas e se depois todas as oportunidades se desvanecem? Ficarei sempre com aquela culpa, com aquela sensação que poderia ter sido diferente e não foi porque eu me deixei guiar pelas minhas inseguranças, pelos meus medos. Receber algum sinal ajudaria mas nem isso, parece que tudo se juntou num complô  para me deixar ainda mais desorientada. Às vezes parece que estou a receber alguma sinal de como é o caminho, mas rapidamente esse sinal dissipa-se, torna um novo rumo que não é o meu e leva o sinal que primeiramente era para mim para outra pessoa. Será que essa pessoa vai compreender o sinal que lhe está a ser enviado? Será que o vai aproveitar como eu aproveitaria? Eu queria tanto que finalmente aquele sinal aparecesse e que dissesse que este é o caminho certo, estou cansada de errar no sentido, quero uma estrada a direito, pode ter algumas curvas, rotundas, tudo isso mas não um beco. Quero apenas encontrar uma rua com saída, pode ter algumas opções mas que nenhuma delas seja o fim da estrada, as incógnitas que a vida nos impõem são difíceis, nem com uma equação se consegue resolver.
Queria uma equação que se resolva, que o fim seja sempre + e nunca -, a nossa estrada deveria ser feita toda ela de +, não deveria existir caminhos que nos tirasse do destino, talvez alguns atalhos para que apreciemos a vista mas não sítios sem saída.
Deveria existir sítios, assim comuns como um banco de autocarro e uma boa música para nos inspirar no caminho, para nos indicar a direção mais acertada, porque são esses pequenos pormenores que vão fazer a diferença entre o caminho mais acertado e aquele que nos parece mais promissor.
                                           
                                                                                                                                                           NC

domingo, 24 de maio de 2015

Desesperadamente

  Antes de começar este texto queria dizer que ele já foi escrito à algum tempo, mas só agora é que tive coragem para o publicar, espero que gostem.
  O amor! Quando me perguntam o que é,eu digo que é algo que não consigo explicar. E tu consegues? Se sim, diz-me o que é porque eu... eu... eu queria conseguir explicar este sentimento arrebatador. Quando digo um "AMO-TE", espero da tua parte, se for o caso, um sincero e crédulo "AMO-TE". Não gosto de um "EU TAMBÉM...", não tem o mesmo sentido que aquela palavrinha de apenas 5 letras, mas tão monstruosa.
  Quando me apaixono espero a entrega, a paixão, a confiança, tudo... ou seja, tudo aquilo que não posso ter. Da tua parte eu só gostava de ter um pouco de credibilidade, para me poderes dizer aquilo que, por palavras soltas, disseste de uma forma crua. A minha dúvida é, foi sincero? Tudo o que disseste foi sincero? O que se passou foi sentido? Gostava de obter respostas, mas penso que não as vou obter, portanto volto a perguntar, mas desta vez sem palavras subentendidas e bem diretamente para ti, " O QUE É PARA TI O AMOR?". Preferes confiar nos outros,confiar na palavra deles em vez da minha, afinal o que é que conta para ti? Exiges-me confiança, mas és tu quem não confias, não me peças aquilo que tu próprio não consegues fazer. Atingi o meu limite de tentativas para compreender as tuas ações. Eu quero DESESPERADAMENTE respostas Quero que me expliques o que significa a m***a da palavra AMOR! Porque eu contigo... eu contigo pensei que realmente poderia descobrir o significado desta palavra gigante, mas tu... destruíste todas as minhas possibilidades para descobrir. Porquê? EU só queria que fizesses esse caminho comigo, apesar das dificuldades. Sim, a vida tem as suas curvas e contracurvas, mas porra esperas o quê? Uma estrada direita? Pensa! É aquele momento que te vai fazer mais feliz? Tu tinhas algo seguro, e agora? Tens momentos?  Estás contente com isso? Ainda bem! Porque destruíste a minha segurança, para mim acabou, (digo eu), eu quero que acabe, mas não consigo, sabes porquê? Porque ainda não consegui descobrir o significado da palavra e preciso DESESPERADAMENTE!

Ass.: NC

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Teóricamente consciêntes

  Muitas vezes penso o quão insignificantes somos, neste mundo, neste universo, neste comos.
  Separada e individualmente somo menos que nada. Não passamos de partículas titanicamente pequenas.
  Mas também penso… Como é que fizemos isto? Que raio de maldição nos lançaram? Intriga-me este processo, estes factos.
  Quando dou por mim e pela minha existência, pelo que estou a fazer e no que todo este grande mundo se tornou. Não que seja bom ou mau, mas pela espécie que nos tornámos, é impressionante. O facto de estarmos tão sozinhos já faz da nossa história tão triste, quanto mais sermos os únicos a pensar e a agir desta maneira.
  Não há assim tanta vantagem em ter consciência. Essa menina fez e faz de nós uns invasores incuráveis, capazes de fazer tanta m***a, capazes de julgar, de apreciar, de opinar, de pensar “conscientemente”, de fazer introduções e tirar conclusões, poder esse que julgamos ter, mas que na verdade não é nada.
  Todo este “ especial” que nos atribuíram e que nós próprios temos tanto orgulho em nos atribuir podia ser o que, infelizmente, não é. Podíamos aproveitar esta consciência para tanta coisa, há tanto em que tirar proveito, nós estamos em vantagem, mas demasiado cegos pela consciência e pelo que ela nos dá, o que chega a ser irónico.
  A culpa não é dela. Acho que todos somos maus por natureza. Dar algo tão bom a alguém que o soubesse usar, tornaria o mundo demasiado perfeito.
  As nossas relações não passam de ilusões, tal como o nosso suposto poder.
  Somos tão falsos e mentirosos uns com os outros, até para nós mesmos. As nossas palavras já não valem nada, as nossas ações já não têm significado, o que pensamos ou deixamos de pensar já não tem interesse, nós no fundo já não valemos nada.
  Mas ainda bem. Não merecemos ter esse valor. Não quando nos descartamos consecutivamente, não quando não damos o uso correto às palavras e aos sentimentos e às tão belas coisas com que nascemos e vivemos.
  Seres tão desonrados que somos.
  Há de haver aí alguém a rir-se de nós, de mim, com estes pensamentos de pessoa tão importante. Dizem que ele existe.

Ass.: MR

terça-feira, 19 de maio de 2015

Postagens do Blog Antigo

Aqui deixo muitos dos texto que escrevi no blog anterior, também para não esquecer o que ele foi e a importância que ele teve. Os textos têm os dias, mas de qualquer forma, estão organizados do mais recente para o mais antigo. Espero que gostem deste novo começo e me acompenhem!
 
 
 
Colete salva-vidas 

 Sentia-me no fundo de um poço e a saída estava a uns milhões de milhares de quilómetros, queria subir, levantar-me mas não sabia como, parecia que estava a sufocar, estava a ficar imóvel mas ao mesmo tempo uma inquietação dentro de mim apoderava-se, fiquei desnorteada. Costumam dizer que depois da tempestade - que se calhar foi mesmo isso, estava num barco e este naufragou devido a uma tempestade, e deitou ao mar todos os meus sonhos, as minhas confianças e mais uma mão cheia de coisas, tentei erguer-me mas a tempestade voltara e fui abaixo outra vez, mas desta vez fui ao fundo -, vem a bonança - e não é que veio mesmo, o meu colete salva vidas apareceu meio perdido no meio deste mar de confusão, sem saber ajudou-me a levantar tirou-me do fundo. Queria ter coragem para lhe agradecer, se calhar já o fiz, gostava que o nosso destino estivesse cruzado, mas acho que o caminho dele é outro, é pena porque aquele colete... Quero acreditar que ele ainda pode voltar na minha direção, ou talvez já esteja a voltar... Bem que confusão está este percurso todo, será que ele tem mesmo de ser assim ou sou só eu que estou a confundi-lo? Não sei mas gostava de simplificar, não sei é como, gostava de lhe pedir ajuda, mas...


(Domingo, 17 de maio de 2015)                                                                      

 

 

 
A censura 

Censuraste-me, calaste-me, utilizaste um carimbo vermelho a dizer censura e carimbaste-mo como a PIDE fizera nos seus 40 anos de existência aqui em Portugal, e eu quando pensara que ela já tinha tido o seu digno funeral apareceste tu com aquele enorme carimbo vermelho com aquela tão temível palavra lá escrita. Quis soltar-me para poder dizer-te tudo o que queria, como um EU AMO-TE! Mas até isso me proibiste com aquelas palavras que indiretamente disseram tudo aquilo que o meu coração não queria ouvir. O que magoou mais foi talvez a frieza, e a falta de arrependimento, mas eu aprendi, e vou crescer com esses meus erros, (não em altura porque parece que o meu 1;60, me vai acompanhar para o resto da minha vida, mas isso é uma coisa que vai começando a não importar muito, bem vamos prosseguir pois a distração já leva 2 linhas).
Não vou permitir que essa palavra me volte a pôr medo, é uma palavra que vai passar ao passado, e não vai fazer mais parte do meu dicionário, vou bani-la. Ao menos não vou ter mais tormentos por causa dela, portanto obrigado pela ajuda, foi preciosa, visto que as tuas palavras me fizeram perceber que não posso ficar com coisas por dizer (posso vir a ser censurada novamente). Acho que ambos não ficámos com nada por dizer, ou se calhar eu fiquei mas neste momento, todo e qualquer tipo de contacto pode e vai ser prejudicial para mim, e como ainda me resta alguma serenidade e capacidade de raciocínio, a nossa conversa acaba aqui. É o fim de um capítulo que não vai voltar a ser lido, vai ser rasurado com aquele carimbo e vai ser enviado para as profundezas da minha gaveta, fechada a mais de 7 trancas, e a chave, ah essa pobre coitada, vai ter um desfecho um pouco mais feliz e sossegado que nós, vou deitá-la ao mar, ou então talvez a guarde para quando for a paris e deitá-la no rio Sena. Mas em vez de um cadeado ficar preso na Pont Des Arts vai ficar, lá um pouco de mim, aquela chave que tranca uma parte do meu coração vai ser atirada a um dos locais mais românticos de sempre. Uma boa forma para encerrar um capítulo, para nós é um ADEUS! Para aquele capítulo é o fim, e para aquela chave é o tão merecido descanso em paz.

(Terça-feira, 7 de abril de 2015)

 

 
O Regresso... Ou pelo menos uma tentativa disso

 Olá, andei um pouco perdida nestes últimos meses, mas voltei, ou pelo menos acho que voltei a poder escrever… Não tem sido fácil ter-me afastado da escrita, visto que é quase como uma necessidade minha mas estes últimos tempos… foram qualquer coisa do outro mundo. Foram mais as desilusões que as alegrias, as deceções não tinham qualquer dó nem piedade! Pareciam uma metralhadora automática, á qual não era preciso recarregar, elas simplesmente eram disparadas a uma tal velocidade, e a uma tal proximidade que nem permitia recomposição, mas parece que finalmente aquelas “balas” que pareciam inesgotáveis acabaram, mas os danos desta dura batalha estão bem á vista e só não vê quem não quer. E com isto quero dizer que a maior cega fui eu! É, é verdade, eu não notei nas pequenas feridas que teimavam em abrir, tapei-as e escondi-as mas agora… agora não vale a pena esconder mais, acabou, chega de encobrimentos, mas a minha força, oh! A minha força desapareceu como um estalar de dedos, e agora? Uma boa pergunta, e para uma pergunta que tal uma resposta boa? Não é a melhor, mas é a que se arranja neste emaranhado de palavras sem significado ou pelo menos sem qualquer importância, não sei, esta é a minha reposta não sei. Preciso de algo que me levante, que me dê animo, uma bateria! A minha bateria desapareceu, ou melhor escondeu-se, fugiu de mim, exatamente no momento em que mais precisava, ela foi-se sumiu como por magia. Talvez quando ela apareça eu esteja a reerguer-me, mas talvez nesse momento ela me volte a pôr em baixo, portanto para ti “bateria”, não voltes! Eu vou reerguer-me sozinha sem ti, deixa só um bilhete de aviso que não vais voltar ou pelo menos que não voltas porque eu disse que não quero que voltes. Está na hora de fazê-lo por mim, e não por ti, dei mais de mim do que aquilo que devia ter dado, mas sabes às vezes em silêncio eu pensava para mim, como era possível. A nossa cumplicidade desaparecera já há um tempo, mas eu, teimava em dizer para mim própria que tal coisa era impossível, mas agora eu vejo, da pior forma mas vejo. Foi preciso ir até ao fundo daquele poço escuro e solitário para perceber, que afinal eu precisava de um pouco mais do que poucos e escassos momentos de mera felicidade. Não era verdadeira, era uma ilusão que eu construí, e tu? Tu assististe á minha lenta queda, como as gotas de água no vidro dos carros após já ter parado de chover, e nada disseste apenas acomodaste-te na tua poltrona em primeira fila e assististe a tudo! Maravilhoso a tua falta de companheirismo marcou-me profundamente, mas numa coisa agradeço-te, ajudaste-me a crescer e a não ser tão parva por isso e só para ti com um grande carinho OBRIGADO! Para mim chega de recargas provisórias, para ti é um grande e sincero ADEUS!

(Sábado, 4 de abril de 2015)

 

 Um adeus, mas um até já também 

Chegaste meio tímido, espreitaste e ficaste durante 12 meses 365 dias, 8760 horas, 21900 minutos…

Em menos de nada passou-se o meu querido e frio janeiro, o fevereiro que tem aquele dia tão apaixonante, o março o abril e todos os outros meses, agora estou em Dezembro a menos de três semanas de te dizer adeus, é... É verdade 2014, já estás quase a dizer-me adeus.

Muitas lágrimas, muitos abraços muita gritaria, muitos desejos, muitas promessas, muitas desilusões tantas coisas que marcaram este ano, mas houve também coisas que ficaram por falar, por fazer, arrependimentos, beijos abraços segredos impulsos promessas que ficaram por fazer, foram muitas as pessoas que me deixaram, mas também foram muitas as que entraram e as que permaneceram a todas eles um Grande Obrigado! Tanto por se terem ido embora, como por terem permanecido ou chegado porque como se diz “só faz falta quem está”.

2015 entra sem medo sem vergonha. De ti… espero um ano maravilhoso inesquecível, de ti espero também que afastes as pessoas que não merecem estar na minha vida, que me dês conquistas que me faças crescer enquanto mulher, que me faças aprender com os erros de 2014, de ti espero tudo de bomm para os que amo.

Às pessoas que sempre estiveram comigo desejo-lhes que este próximo ano seja melhor em todos os aspetos, que possam arriscar, que possam ser felizes. Eles merecem tudo de bom, pois são pessoas a quem eu me apoio quando mais preciso, portanto, para eles dá-lhes também motivos para sorrir, para amar, para não desistirem do que mais querem, dá-lhes caminhos, dá-lhes luzes, dá-lhes tudo o que merecem.

2014 assim me despeço de ti com todo o carinho e saudade que vais deixar, mas como se diz “nada é para sempre”, portanto OBRIGADO!! Por tudo…

2015 agora é a tua vez de me mostrares um novo caminho, e estou pronta para os desafios, para os riscos para tudo ati é um ATÉ JÁ…

(Segunda-feira, 15 de dezembro de 2014)

 

 Comentário ao poema "Of Man and Machine" 

Antes de começar o comentário ao poema, queria pedir desculpa pela demora, mas tem sido impossível para mim vir aqui, o motivo mais forte tem sido o tempo, estive e estou na época de testes então só agora consegui arranjar um tempinho, bem mas vamos ao que interessa.

Este poema fala-nos de um mundo em que os aparelhos eletrônicos estão a substituir o contacto humano por contato via virtual. Não vou negar que gosto de usar as novas tecnologias como qualquer adolescente, mas também sei que o contacto cara a cara, as conversas que temos pessoalmente, são muitos mais sentidas que qualquer conversa que possamos ter no Facebook, ou por SMS.

Antes usava-se muito post-it para nos lembrarmos nas de coisas a fazer, agora temos aparelhos que nos facilitam a vida, é um dos muitos aspetos positivos que estes aparelhos podem ter para a nossa vida, a procura de informação facilitou muito a vida das pessoas. Mas não nos podemos deixar eludir por tudo isto, os computadores, os telemóveis os MP3 ou MP4, os tablets, a televisão, deixam-nos cada vez mais isolados no mundo que nos rodeia, e nós como a geração do futuro não devíamos permitir tal isolação devias promover o convívio. Não estou a dizer para voltarmos ao século passado, para deixarmos tudo isto como se não existisse nada disso, só estou a dizer que devíamos realmente, aprender a equilibrar os dois lados.

"Então na próxima vez que pensares em mim - por favor não me deixes mensagem.

Pára para me ver, porque nenhuma máquina te vai substituir."

Esta frase reforça a ideia que devemos muito mais marcar a nossa presença, do que simplesmente deixar uma mensagem, o estar é muito mais importante que o perguntar como estou, Malta vamos Marcar a presença...

(Sábado, 22 de novembro de 2014)

 

  

 
Eu acredito

 Ok, chegou o momento... ou então... não... Será que consigo dizê-lo sem que faça com que tudo se vá abaixo, sem te perder...

 Uma amizade, um amor, o que está certo? O que devo escolher? Diz-me que tudo vai ficar bem, que vou conseguir dizê-lo sem que faça com que te afastes de mim, essa ideia sufoca-me, será que se te contar vais deixar de olhar para mim, será que esse olhar doce vai desaparecer, é isso que não quero, não quero perder esse olhar de ternura, esse sorriso rasgado que tanto gosto de ver, mas...

 Uma coisa eu tenho a certeza perder-te não é uma opção e mais vale continuar como estamos, ao menos sei que não te vou perder. Vou continuar a ver o teu sorriso, ouvir as tuas palhaçadas, rir-me contigo, se isso me chega? Boa pergunta, não sei, só sei que mais vale assim do que não ter nada, o teu sorriso vale muito mais que qualquer "bobagem". Não é que o que eu sinta por ti seja "bobagem", é no sentido em que sinto que sou uma criança que vai pela primeira vez a uma visita de estudo e não se sabe comportar, é mais ao menos isso que sinto, quando estou contigo. Não sei como devo de agir, se hei-de ser eu, ou se hei-de parecer uma outra pessoa apenas para que repares em mim. Já sei! Sê tu própria, às vezes é mau sermos contrariados pelas nossas próprias palavras, mas o que queres? És tu que me deixas assim desorientada. E eu só queria orientar-me porque eu acredito que contigo consigo. Mas sabes que mais eu não vou desistir porque não sou pessoa de desistir daquilo em que acredito. E eu acredito que "nós" pode existir...

E TU?

(Segunda-feira, 3 de novembro de 2014)

 

 
Por ti... Eu vou 

Amor, a palavra mais complicada de sempre principalmente porque quando penso nela só consigo pensar em ti...

Será normal que quando estou contigo o meu pensamento esvazia-se? Fico simplesmente a pensar em ti, como se tudo naquele momento rodasse á nossa volta, mas não roda! E quando acordo, sei que tudo não passou de uma mera imaginação minha que para ti não tem pés nem cabeça.

Lá está, no Amor, o sentimento nem sempre é correspondido e vou ter de viver com isso, vou ter de parar nos teus olhos que me deixam desnorteada, sem saber que caminho devo seguir, lá no fundo o rumo que quero tomar é o mesmo que o teu, mas sei que para isso sofrer vai ser o sentimento predominante, mas e se todo esse duro e pesado sentimento valer a pena? É isto que tenho pensado, será que algum dia poderás olhar para mim da maneira que um rapaz olha para uma rapariga quando se apercebe, estiveste mesmo á minha frente e nunca reparei em ti, como? Bastava uma palavra tua, um sinal, mas sei que isso não acontecerá.

A desilusão apodera-se de mim, a realidade dura e crua foi-me dirigida de uma maneira desumana, e com uma brutalidade que é impensável.

Mas sabes que mais, não vou desistir porque desistir é parar e parar é morrer, o caminho é para a frente e para a frente é o caminho, as questões: será que vai correr bem? Será que me vou magoar? Será que me vou arrepender? Vão ficar para trás porque a única coisa em que vou pensar é em ti, e como eu sei que podemos ser felizes...

 
Ama;

Sê amada;

Mas acima de tudo

sê feliz,

não deixes que magoem

que te rebaixem;

Sê superior

Sê tu....

(Quinta-feira, 30 de outubro de 2014)