terça-feira, 29 de novembro de 2016

O Inicio- Tomás Evans

Este novo capitulo, é no papel de uma nova personagem, um tanto ou quanto maquiévelica, sem nenhum problema em pisar as pessoas que o rodeiam para atingir os seus objetivos finais. É uma pessoa incensível, repugnante, e que não demostra quais quer remorsos, bem pelo contrário, tem todo o orgulho em ser como e de o demonstrar, mas apena depois de ter aquilo que pretende. O seu alvo, são mulheres com dinheiro, fracas em personalidade, aproxima-se cautelosamente, ganha a sua confiança e dá o golpe do baú, saindo sempre impune, mas em breve algo vai mudar. Há uma mulher que se vai impor e fazer-lhe frente, derrubando finalmente a sua confiança e monstruosidade.

 Tomás Evans

Não tinha sido nada fácil conseguir tudo aquilo que agora tinha em meu poder, admito, ela fora muito mais difícil que qualquer outra até agora. Mas como se diz as mais difíceis são as melhores, e esta valia totalmente a pena. A única coisa que me enerva é  que seja tão ingénua que não consiga perceber o que realmente pretendendo dela. Ainda me pergunto como é que uma mulher com todo aquele Império possa ser tão cega e fácil de manipular, sinceramente esperava mais.
  Tudo começou como uma abordagem não muito simpática da minha parte, no início um certo fascínio  por ela apoderou-se de mim, mas rapidamente desaparecera, por baixo da capa de mulher poderosa, intocável, que deixa transparecer é na verdade uma miúda, uma miúda ingénua fraca, tudo aquilo que desprezo numa mulher, mas a sua personalidade demorou a cair. Tive de caprichar bastante para que ela ficasse totalmente convencida de que eu era o seu "príncipe encantado" ou como ela gosta de dizer, e até  me vem o vómito à boca só por ter que o dizer, o " amor da sua vida".
 Toda a minha vida vivi rodeado de mulheres fracas, imbecis, essa repugna por este sexo fraco crescia diariamente, mas aproveitei-me dessa situação, e apoderei-me de tudo o que era delas, torneias minhas lacaias, e eu o seu servo, aquele a quem deviam respeito, obediência, tinha-as completamente na minha mão. E com esta seria exatamente a mesma coisa, sem tirar nem por. * (Era o que ele pensava).
 Não demorou muito tempo a atribuir-me um cargo na sua majestosa empresa, e agora, bem agora, estão perante o maior gestor de cosméticos e vestuário do MUNDO, estava realmente impressionado com o meu poder de persuasão e manipulação.
 Em breves meses estaria em meu poder todo o seu património, talvez na lua de mel ela sofresse um pequeno acidente, e puff, desaparecesse. E olhem quem seria o mais rico viúvo de todo o mundo... EU CLARO AHAHAHA!!!


* Ao longo da história terei algumas intervenções minhas, na qual vos esclarecerei algumas situações, ou simplesmente vos deixarei pistas para o resto dos capítulos, espero que gostem.
                               
                              NC

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O Inicio - Leonor

 Mais um capitulo da história, agora com mais desemvolvimentos. 
Leonor- A verdade 

São 7 da manhã e finalmente estavam todos na rua, já não era sem tempo, lembrei-me que faltava precisamente 1 mês para o meu casamento. Estava aterrorizada, mas a única coisa que me consolava é que finalmente iria recuperar aquilo me tinha sido tirado. Todos aqueles anos de estudo e dedicação não poderiam ser deitados abaixo por um estupor qualquer. A minha bipolaridade às vezes assustava--me, como era possível, ainda à 2 horas atrás estar a chamar-lhe de meu amor e agora estar a chamar-lhe de estupor. Enfim...
 Sabia que dali a 4 meses teria uma das reuniões mais importantes de sempre, teria de me recompor entretanto, e em menos de 3 meses teria de estar completamente integrada novamente nos assuntos da empresa. O que não seria completamente difícil, visto que o Pedro enviava-me secretamente para o e-mail todos os negócios, empresários, contratos, possíveis investidores, bem tudo acerca da empresa, e quando digo tudo é mesmo tudo até os mexericos eu sabia. Ele tinha-me afastado da Glams mas agora nada me iria impedir o regresso. Esta fora  umas das minhas duas condições para me casar com ele, a minha empresa de novo, e como é totalmente ceguinho aceitou o meu pedido, e a cerimónia teria de ser simples e no registo civil, outro dado que também não fora complicado de obter. 
 Tinha a certeza que aquela empresa seria a mais reconhecida no mercado, mas só tinha de fazer uma coisa, bem na verdade duas, uma casar com ele, a outra era a mais complicada e teria de ser subtil, apropriar-me  da Gold. O Bernardo de Souza Morgado, teria de ir abaixo, teria de se submeter, a empresa dele poderia ter dois fins a queda, ou ficaria na minha tutela e aí era a maior fusão de empresas no ramo dos cosméticos e do vestuário. Nesse momento todo o poder, reconhecimento, e influência que outrora me fora tirado seria-me devolvido. 
 Portanto, Sr. Dr. Bernardo de Souza Morgado, prepare-se porque estes 4 meses serão os seus últimos meses de descanso, porque após a nossa primeira reunião o caos irá instalar-se na sua empresa,bem na minha futura empresa. 

                                                                                                                                                       NC

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

o Início


Mais um capitulo da minha história mas agora a prespetiva da personagem masculina, espero que gostem. 

Bernardo
Olho para o despertador e eram 7 da manhã, levantei-me e fiz o que sempre fazia, desci as escadas até à cozinha peguei na bebida energética, e fui para a cave onde tinha o meu ginásio particular, decidi instalá-lo à cerca de 2 anos, para não arranjar desculpas, de não ir. Comecei com 15 minutos na passadeira, levantamentos de pesos, e muitos outros exercícios que me fizeram chegar ao fim de 2 horas de treino completamente estoirado, como se tivesse levado um excerto de porrada. Subi até à cozinha e pousei a garrafa que continuava cheia como à dois dias a trás, acho que a levava só para parecer bem, porque na verdade nunca a bebia. Subi a escadas até ao meu quarto, fui até ao closet, tirei uma camisa branca, umas calças de ganga e um blaser azul, tirei uns boxers ao calhas da gaveta e fui tomar banho. Demorava quase sempre o mesmo tempo no banho, cerca de 20 minutos, vesti-me desci para tomar o pequeno almoço. A mesa já estava posta como sempre, a Elvira tinha uma paciência para mim que era qualquer coisa de extraordinário, hoje tinha uma reunião importante com um novo CEO de uma nova empresa, que estava interessado em fazer parceria comigo. Tinha visto o progresso daquela empresa, num espaço de um ano tinham recuperado todo o dinheiro investido e lucrado mais do dobro do que aquilo que planeavam. Nunca ninguém o tinha visto, mas garantiam. que era um homem com os seus 25 anos. Estava bastante empolgado por o conhecer , o percurso dele era muito parecido com o meu o que me deixava com um respeito por ele ainda maior. 
 Saí de casa no meu porche preto, como era habitual sempre que ia para a empresa. Cheguei em 24 minutos, estava um transito caótico àquela hora, o que era perfeitamente normal. Estacionei o carro no estacionamento guardado aos membros da administração, e subi no elevador ate ao 5º andar, onde ficava o meu gabinete. Faltavam cerca de quinze minutos para a reunião, os documentos já estavam todos prontos, chamei a Filipa, a minha secretária para lhe dar umas últimas informações. Outra mulher que me era imprescindível.
 Quanto mais tempo passava mais apreensivo ficava, tal coisa nunca me acontecera em todos os meus anos enquanto empresário, nem mesmo quando era eu que estava no lugar da Filipa, mas também isso só aconteceu durante 2 anos, o tempo do meu estágio, mas muito rápido apercebi-me que o meu lugar era numa cadeira como a que me sentava agora. Então aos 22 anos fundei a maior empresa de cosméticos e vestuário a Gold. Não foi fácil esta imposição da minha marca no mercado mas como nada na minha vida tinha sido fácil, para mim aquilo seria apenas mais um dos muitos desafios que já enfrentei. O telefone toca e do outro lado fala a Filipa, com aquela voz doce, que transmite ser uma menina, indefesa, escanzelada mas em nada aquilo tem a ver com ela, era uma mulher esbelta com um corpo de fazer inveja a todas as outras mulheres, daquela empresa.
-Diga Filipa.
-Doutor Bernardo chegou aqui uma senhora a dizer que tem uma reunião consigo marcada.
-Filipa deve estar enganada eu estou à espera de um homem.
-Doutor a menos que ela tenha aquilo que todos os homens têm, é uma mulher que está aqui à minha frente.- ouvi do outro lado um risinho, deveria ser da tal mulher, aquilo não poderia passsar de um equivoco, que rapidamente seria esclarecido.
-Mande-a entrar então Filipa.
A Filipa bateu à porta educadamente e atrás dela vinha um mulher morena baixa, deveria ter no máximo 1.60m, mas com os seu saltos de 15 centímetros faziam-na logo uma mulher de muito mais respeito, entrou como se a sala fosse toda dela, bem e naquele momento era tudo dela. Levantei-me e apertei o botão do blazer, estiquei-lhe a mão em forma de cumprimento e ela fez o mesmo.
-Doutor vai querer alguma coisa?
-Por agora não Filipa, pode sair.
Ficámos durante uns segundos a olhar um para o outro, estava perante uma mulher, que não fazia a mínima ideia de quem se tratava.
-Doutor, desculpe o mal entendido, deixe-me apresentar, o meu nome é Leonor Evans e sou a diretora da Glams.

                                                                                                                                                         NC

sábado, 29 de outubro de 2016

"mudara o fado desejado"

   Este texto foi escrito através de uma imagem, numa das minhas aulas de literatura, andei à procura da mesma mas não consegui encontrar, peço-vos desculpa, mas se a conseguir encontrar ponho-a aqui, espero que gostem.

  Estava sentada numa rocha, com o olhar perdido e vazio. Tinha o enorme e inquietante cabelo ao vento, sempre que olhava para ele perdia-me na sua cor e intensidade. Naquele dia envergava umas vestes escuras, toda ela era tristeza... raiva... desespero.
  Ao longe avistava uma embarcação, e aí ... aí tudo mudara mas, por breves e escassos instantes. a inquietação desaparecera, já o avistava, embora longe, mas já tão perto. Mas o mar... havia sempre algo! O mar revoltara-se, cansara-se de ouvir os seus choros, as suas preces, e mudara o fado desejado.
  Uma e outra onda, o vento aliou-se ao mar, e tudo voou! Voaram os meus e os seus sonhos. O sangue já estava derramado, já nada havia a fazer, Deus tinha previsto, e se era essa a Sua vontade então ninguém a mudaria.
  Via-a ainda cair por terra, vi pela última vez a sua pele imaculada e pura. Escorria-lhe pelas suas faces rosadas lágrimas que queimavam a terra, de tão quentes e raivosas que estavam.
  Num último ato de coragem, decidira que, sem mim, sem o seu tão esperado e querido amado nada faria sentido, então, comigo viera, e comigo ficara, para sempre, tal como o destino o previra.

NC

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Início

Deixo-vos aqui a  continuação da história que estou a escrever, agora na perspetiva da personagem principal, espero que gostem. 

Leonor
Eram 5 da manhã, e lá estava eu, novamente, sentada, bem, era mais estatelada naquele frio e bizarro chão da casa de banho do "amor da minha vida", estava a tentar levantar-me para me recompor e poder encarar novamente as pessoas que já deviam estar à minha procura. Eu era a estrela da festa, portanto, não estar presente a futura Miss Evans, era qualquer coisa de desagradável. Não estava preocupada com o que as pessoas podiam dizer de mim, ou a má impressão que poderia dar, estava, sim, preocupada,-bem preocupada não era a palavra certa era mais horrorizada, com medo-, do que ele me pudesse fazer. Eu amava-o,isso era certo, mas..., mas, nada Leonor, ele é teu futuro marido.
Arranjei o cabelo, ajeitei a roupa, e saí da casa de banho como se nada tivesse passado, este era sem dúvida a minha maior qualidade, fingir, mentir, esconder. Era perfeita nisso, após dois anos com ele, tornei-me na perfeita mentirosa. 
Mal pus o pé fora da casa de banho, o inquérito começou, estava a torcer para que não me fizessem aquela determinada pergunta a que eu nas últimas semanas andava a fugir. 
A única pessoa que realmente estava ali por mim, era a Clara, ela sabia da tal pergunta que eu não queria falar, naquele momento só queria pegar na mão dela e sair dali, fugir, «para onde?» perguntaria ela, e minha resposta seria a mesma de sempre, «se eu pudesse... para bem longe daqui, mas como não posso até ao café ao virar da esquina.»

                                                                                                                                                               NC

domingo, 12 de junho de 2016

Para ti

Há textos mais fáceis de escrever que outros, e este está incluído nos difíceis, é-me relativamente fácil escrever textos no geral, mas quando é particular, para uma pessoa em específico tudo muda.

Já há muito que ando para deitar cá para fora todo este aglomerado de sentimentos, dizer-te por escrita é mais descomplicado, não tenho de olhar esses teus olhos, que à primeira vista parecem ser de um castanho avelã, mas que depois na sua envolvência tem uns vestígios de verde, que me deixam completamente perdida... dizer-te que tens sigo algo de importante na minha vida é pouco. 
A maneira descontraída como vês o mundo, a maneira como simplificas o que para mim é complicado, esse teu jeito que tens para me mostrares que a vida é simples... deixa-me arrebatada. 
Um simples obrigado é insuficiente, as palavras dizem pouco, os gestos... esses vão conseguindo aproximar-se daquilo que pretendo retribuir. 
 No início nada parecia certo, era uma possibilidade, mas com o tempo mostraste-me que essa expetativa poderia ser tornada realidade, que tu eras realidade e não uma brisa passageira num dia de calor. 
Desculpa pelas minhas muitas manias e parvoíces, como já te disse venero a tua paciência, sei que por vezes sou um "bocadinho" complicada e chata, mas tu com esse teu jeito calmo e compreensivo, tranquilizas-me, e mostras-me como o mundo é fácil basta nós querermos. 
O mundo contigo é mais claro, as nuvens voam para longe e o céu é muito mais azul, tudo o que era cinzento agora é mais colorido, tudo o que era complicado agora está simplificado, tudo o que era inatingível  agora é acessível, tenho a agradecer-te por isso, por tornares tudo mais alcançável.
Não me esquecerei de como os teus olhos ficaram humedecidos quando percebeste que ficaste com menos um membro na família, esse teu carinho que tens por quem é teu fascina-me. 
Tu fascinas-me, o modo com que vês o mundo encanta-me e deixa-me querer vê-lo também assim.
Que continues a ser a minha brisa num dia de Verão...

                                                                                                                                           NC 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

De leve

De leve era tudo aquilo que deveria ser, mas nesta temporada nada tem sido de leve...
Lágrimas presas, gritos aprisionados, medos escondidos, tudo tem sido demasiado pesado, demasiado penoso. Deveria ser de leve a maneira como vejo o mundo, deveria ser de leve esta altura, onde tudo supostamente é bacano e algo acessível. Acho que as pessoas bebem quando dizem que a adolescência é a melhor fase da vida, enganam-se todos, a melhor fase é aquele quando nem sabemos o que o mundo nos reserva, quando não sabemos que a vida é pesada e muitas vezes nos leva ao limite e nos põe constantemente à prova.
A prova varia de pessoa para pessoa, muitas vezes é uma doença, outras vezes é a família, amigos, namorados, tantas coisas... mas só uma saída, lutar! Lutar sempre de cabeça erguida e prosseguir com os mínimos danos possíveis.
Em certas ocasiões o mais fácil é desistir, mas nem sempre o mais fácil é o mais correto, mas ás vezes a maior persistência é deixar de ser persistente, deixar de lutar por uma coisa que já não vale a pena, simplesmente largar a corda, Para que continuar a puxar sozinha?, arrastar algo que está comodamente sentada, para que? Porque não simplesmente soltar? Muitas vezes porque somos teimosos, outras porque lá no fundo sabemos que tudo aquilo vale a pena, e outras porque já não temos nada a que nos agarrar, e aquele "meio de sobrevivência", é o único pelo qual vale a pena lutar. Mas é aí que o nosso erro começa, pensar que algo ou alguém é a nossa vida, e que o nosso mundo gira em seu torno, a vida é muito mais que simples e escassos momentos de felicidade, a vida são ações e não só palavras,são gestos, e só quando percebermos isto é que a vida vai ser de leve.
Deixemos-nos de falsos moralismos, é claro que todos fazemos isto, dizemos palavras e esquecemos-nos do resto, todos somos assim, e só quando percebermos TODOS, que o somos talvez aí o mundo seja mais de leve.
 Passemos a demonstrar mais o que sentimos, em vez de o dizermos, porque as palavras vão,mas os gestos... esses ficam, e são esses que nos vão ficar retidos na memória.
Contrariem a prova, não se deixem rebaixar, lutem, mas lutem apenas pelo que verdadeiramente vale a pena, e nos tempos que correm à muito pouco que verdadeiramente vale a pena. A vida é curta de mais para que algo por vezes tão irrelevante nos afete de uma forma tão poderosa, que nos leva a cair.
Portanto, levemos uma vida de leve, sem fardos... simplesmente leve...

                                                                                                                                                            NC

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Precipício

É difícil exprimir aquilo que sinto, à algo cá dentro que me faz tremer, quando penso que poderei perder algo que é importante para mim, desculpem a estupidez de hoje mas o precipício por vezes parece estar demasiado próximo. A dependência que crio com certas pessoas deixam-me por vezes a mim mesma sufocada portanto se eu me sinto assim, como se sentiram eles?  
É-me complicado descrever este despenhadeiro que observo, posso dizer que estou numa posição que me concede uma bela vista, alto, profundo, penetrante, envolvente, são palavras soltas que ditas de uma só vez chegam bem para caracterizar aquilo que vejo, quem me dera poder dizer só isto, que esta paisagem me deixa embevecida, mas não é bem assim…  Medo, raiva, angústia, terror, pânico, são outras palavras que descrevem também aquilo por que estou a passar, uma mistura de sentimentos que me deixam um pouco abananada e sem norte. Com pessoas é mais fácil trilhar, mas às vezes quando são essas pessoas a ver o precipício tão perto, e que nos levam atrás, de uma maneira ingénua, (de ambas as partes), aí tudo nos parece mais horrendo. E sabem porque? Porque as pessoas que nos levam atrás são pessoas que nós preservamos, e quando nós antevemos a sua queda tudo se torna mais doloroso. É doloroso ver o que podemos perder, e só aí tomamos verdadeiramente noção que também nós estávamos naquela posição.
Outros caminhos terão de ser escolhidos, outras vistas terão de ser apreciadas, outros sentimentos terão de ser experienciados, mas de uma coisa posso garantir,  não estou disposta a deixá-los ir por esse precipício. Chamem-lhe teimosia, eu chamo amor, amor por aqueles que verdadeiramente estão, por esses posso garantir que não estarei alguma vez disposta a deixá-los ir por esse precipício.
Os gestos…, as palavras…, tornam-se irrelevantes perante uma situação de rutura iminente, tudo perde sentido, naquele momento somos só nós a lutar contra o vento que nos impulsiona para a ruína, que nos leva a ficar a um paço da maior queda da nossa vida, lá em baixo vemos um mar que nos aparenta o tal tesouro que nós tanto procurávamos… SERENIDADE…, cá em cima tudo é agitado e tudo faz pouco sentido, a vida faz pouco sentido, então salt… Não! Aí, alguém aparece e nos arrasta por um braço e nos faz encarar esta rebelião, faz-nos chorar de desespero até as nossas lágrimas secarem e depois, ajoelha-se connosco e faz nos ver que nem tudo é tão cinzento assim.
Tento mostrar-me o  quão verdade isto é, porque outrora fui a pessoa em que os papéis da serenidade e da agitação estavam trocados, mas foi aí.  Uma pessoa presente fez-me ver que as coisas não são tão negras como imaginamos. Chegou agora a minha vez de ser a âncora de outro corpo, de o arrastar da beira, de o fazer voltar para trás, sem perguntas, sem recriminações apenas um braço, um ombro, um corpo presente.
Uma nova cena aproxima-se, por agora, o pano cai, a peça encerra, e o silêncio apodera-se da sala, mas em breve uma nova produção começa, a agitação recomeça, o nervosismo volta, e o pano sobe, e tudo toma o rumo necessário, e mais indicado de acordo com o cenário proposto. Talvez um fim com meta, talvez um fim ainda por escrever, quem sabe, à sempre novos precipício por visitar e novas paisagens para acumular, mas uma coisa é certa, a vista é bem melhor aqui de cima. Lá em baixo ficam, bem lá em baixo não fica nada, apenas aquilo que nós queremos que fique.

                                                                                                                                                          NC

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Gato escaldado de água fria tem medo"

Um sorriso transformado em lágrima;
Uma certeza transformada em incerteza;
Um querer transformado num não querer;
Uma verdade transformada numa mentira;
Um início transformado num fim...

Mil sorrisos, mil certezas, mil quereres, mil verdades, mil inícios e apenas uma conclusão, tudo irreal...
Tudo aquilo que quis transformou-se no contrário, mas parece que ultimamente os meus desejos voam para outras pessoas e os que me são carinhosamente atribuídos são um completo e complexo complicanço. 
Programei na minha cabeça presentes, futuros, despedidas curtas, alguns desvios no caminho mas sinceramente nunca pensei chegar ao perigo de rotura iminente. 
Ao caminhar pela estrada de milhares de quilómetros, que estou a avistar, avizinham-se momentos turbulentos e pouco convincentes, sim, pouco convincentes, sinto que a partir daqui tudo será pouco verídico, pouco honesto, pouco plausível, pouco tudo....     
Muitas vezes somos acorrentados pelo nosso gémeo que dentro de nós se apodera do nosso "eu" real, eu acredito em algo e o meu gémeo diz que não acredita, vai-me calando e matando lentamente. 
Come a minha comida, consome a minha luz, simplesmente troca tudo aquilo que eu sou realmente, por aquilo que idealizei ser. 
Por falta de algo no passado, o meu presente agora lembrou-se de requerer essa falta e está a palpitar por isso. Agora digam-se serei exigente de mais? Serei previsivelmente precipitada? (sim...)
Palavras perderam sentido, quereres perderam importância, tudo aquilo que até agora merecia alguma estima simplesmente perdeu a sua beleza o seu encanto. Será que aquilo que foi transformado em realidades cruas retrocederá para as fantasias primeiramente imaginadas,...A melancolia voltou a apoderar-se de mim deixando-me num estado de completo e complexo desespero e infelicidade.
Ficarei aqui o tempo que me for permitido, até tu decidires partir estas incertezas e finalmente revelares as certezas que teimas em esconder, ficarei à espera, mas não esperes que seja infinitamente...

"GATO ESCALDADO DE ÁGUA FRIA TEM MEDO!"

                                                                                                                                                     NC 


quarta-feira, 20 de abril de 2016

"...as tuas imperfeições,..."

Mais um  excerto do livro

Vejo nos teus olhos muito mais do que aquilo que deixas transparecer, dizem que os olhos são o espelho da alma, e no teu caso esta frase não se poderia aplicar melhor...
Mostras muito mais do que aquilo que  gostarias, os meus olhos contemplam os teus, analisam-nos e procuram informações, procuram a verdade. Essa verdade que temes em enfrentar, essa verdade que é mentira, ou que pelo menos tentas fazer parecer que assim seja, talvez por medo...
Mas os teus olhos não te deixam mentir, não te deixam esconder a realidade que a todo o custo tentas por numa gaveta que transborda...
Por muito que tentes esconder de mim todas as tuas imperfeições, não faz com que elas desapareçam nem faz com que eu tenha menos curiosidade, muito pelo contrário por mais que as escondas mais de mim quer saber delas.
Como já disse poder saber tudo sobre todos os que me rodeiam é uma coisa que ambiciono,  não escondas de mim aquilo que nem de ti próprio consegues esconder.










                                                                                                                                                            NC


                                                                                                                         

quarta-feira, 6 de abril de 2016

"Algo"


Mais um excerto que fará parte do meu livro, espero que gostem.

Uma suave brisa, passou-me pelas faces, sinto uma descarga de energia percorrer-me toda a espinha, como se de um choque elétrico se tratasse, uma nova sensação percorre-me o corpo, apodera-se dele, corrói-o, mas ao mesmo tempo é refrescante. É avassalador!
Sinto o meu corpo ser tocado, mas nada físico está a tocá-lo, ou pelo menos nada que eu me aperceba. Mas tenho a certeza que há algo que me alcança, que me chama, que me desacorrenta, por agora é algo impercetível.  Algo que me está a cativar aos poucos, algo com uma energia positiva, que me prende o olhar, que me cativa o que para mim jamais poderia ser cativado de novo, mas não se mostra...
Talvez este "algo" esteja a esconder-se, talvez não queira ser identificado, talvez saiba o tamanho da minha curiosidade e não queira ser alvo dela, o problema é que já a despertou e agora não há nada que a pare.
Por vezes sinto que o tal "algo" está preso, porque não se liberta ele? Porque se esconde ele? Por vezes sinto-me eu presa, mas... mas presa a quê?
Porquês, porquês e mais porquês, seria tudo mais fácil se ele se revelasse e me esclarecesse a minha tamanha curiosidade.
Durante muito tempo senti-me presa ao passado, ao que fui e ao que poderia ter sido, mas agora,... agora estou a deixar para trás as cordas que por tanto tempo me suspenderam, que me deixaram à beira do precipício, mas será que posso pôr por fim os pés em terra firme? Tenho algo que me garante que sim, e que se cair terei uma mão para me levantar, mas claro que o medo permanece, medo de ficar desamparada e de não saber como me levantar.
Mas o que me continua a deixar perplexa, é esta invisibilidade; esta ausente presença; este toque experiente mas cauteloso; esse tímido olhar; essa maneira estranha de mostrar que está presente, porque não se identifica?
Será que quer que seja eu a soltar as amarras que o prendem ou melhor que agora nos prendem? Sim que nos prendem, pois agora não são só a ele que  estão a sufocar, chegou e sem eu dar conta envolveu-as  em mim, e de uma maneira simples e natural  e talvez despercebida, me tenha deixado envolver.
Perante isto o meu corpo anseia o toque inesperado das suas mãos, anseia o seu aparecimento, anseia que as amarras que o acorrentam ao que outrora foi caiam por terra e o deixem aparecer, e que eu com isso possa olhar para esse "algo" que fantasio.
                                                                                                                                                         NC

quinta-feira, 31 de março de 2016

Jealous

Bem este texto foi inspirado numa música que vos a concelho vivamente a ouvir enquanto lêem  este texto, a versão que vos deixo aqui não é a original mas é a mais emotiva versão e a que mais sentimento traz.  Este texto não é um texto sem contexto, eu estou a escrever um livro e este trecho vai fazer parte dele, espero que gostem.
https://www.youtube.com/watch?v=El8xWsCeYQc       Jealous- Josh Daniel


Inveja... saudade..., são alguns dos sentimentos que me têm atormentado nestes últimos tempos.
Tenho inveja do caminho que alcançaste...
Tenho inveja do degrau que subiste...
Tenho inveja dos teus novos sentimentos
Tenho inveja de teres conseguido esqueceres...
Tenho saudades de sermos nós...

Tenho inveja do vento por ele te conseguir tocar, tenho saudades de ser o vento que te tocava, mas tenho medo de nunca mais ser esse vento, esse vento que consumias esse vento que inebriavas, como se fosse a última coisa que irias embeber.  Fomos corpos inseparáveis, fomos um só, fomos nós, eu e tu, tu e eu. Juntos como duas moléculas de água, mas depois houve algo que quebrou as ligações que nos mantinham juntos, unidos...
Toda aquela energia que acrescentei foi quebrada mas diz-me, poderei eu voltar a ser o vento que tocava nas tuas faces? Poderei voltar a sentir a tua pele? Poderei voltar a ser aquele vento que te fazia ficar a  menina perdida que conheci?
Éramos perfeitos juntos, éramos a ligação ideal, até que aquele fatídico dia  que nos arrebatou, que me fez perder a noção da beleza da realidade da perfeição, chegou.
A minha mente ficou vazia... ficou vazia porque havia algo que faltava, passaram-se anos, (desculpa foram meses mas foram meses, meses... que pareceram anos muitos anos, porque eras tu que faltavas.), desde a altura que perdi a impulsão que me levava a tocar num ser tão imaculado, tão perfeito, tão puro.
Castigo-me, culpabilizo-me. por ter sido tão fraco, por ter perdido a energia, por te ter deixado fugir da minha mente, por te ter esquecido, por não ter tido a força necessária para resistir à solidão que se apoderou de mim. Quase que sufoquei em mim mesmo, já não havia qualquer tipo de lembrança, e sem lembranças não somos nada, ser um nada não é aquilo que quero.
Quando lançavam palavras como:" lembraste", "fazias", "gostavas", "querias", davam-me vontade de as disparar contra os corpos inócuos, vazios que as proferem, muitos dizem isso sem qualquer intenção mas será que não percebem a bagagem que estas palavras trazem consigo? Trazem a minha história e eu não me consigo lembrar dela, não me consigo lembrar... lembrar de algo tão significativo, tão marcante como o teu toque, o teu cheiro. Lembra-me dele! Era isto que eu durante meses queria que acontecesse lembrar-me de tudo. Quando tu vinhas com aquelas palavras que eram um massacre para mim, eu só me queria lembrar de tudo para poder também disparar em todos os sentidos contigo, mas tudo aquilo que fazias era inútil, Eu era inútil! então foi nesse momento que te encaminhei a saída. Fartei-me do teu zumbido, das tuas gargalhadas ao contar-me momentos, coisas que eu não me lembrava e tu teimavas em continuar a pressionar-me para que eu me lembrasse,  então fartei-me, e expulsei-te. Mal eu sabia que tinha mandado embora o meu suporte de respiração, nem tinha a noção do que tinha feito até começar a sufocar, a ficar sem ânimo... perdoa-me por ter voado para longe, por ter sido vento para outro lugar, por tocar nas faces de outro, por outrora ter sido o teu vento e agora ambicionar ser o vento que outrora fui.
Nas tuas faces outro vento toca, outro vento ouve a melodia das tuas palavras, outro vento tem tudo aquilo que já fora meu...
Tenho inveja desse ar que agora respiras, porque eu quero voltar a se-lo, quero ser a tua fonte de vida.
Cambaleio agora pelas ruas mais escuras e mais estreitas, vou vagueando por aí, sem rumo sem certezas, sem quereres, apenas eu e a minha pequena insignificância.
Almejo agora a tua esmola de atenção, procuro o teu olhar, a tua aprovação, mas sem sucesso. Para ti sou agora apenas uma pessoa como outra, sou apenas um corpo que vagueia por aí.
Sou nada, sou aquilo que temia ser.
Eu não consegui reparar no brilho dos teus olhos quando falavas comigo na beleza da melodia das tuas palavras, na tua entrega.
Talvez um dia possa voltar a voar e sem tu dares conta,... voltar a tocar-te.
                                                                                                                                                   NC

segunda-feira, 7 de março de 2016

Existe escapatória

Bem foram alguma semanas sem vir cá e a razão deste afastamento é o medo, sim medo, medo de escrever, medo de dizer, medo de sentir. Têm sidos tempos complicados,  tempos em que a minha bússola anda completamente desnorteada- mal calibrada- com os ponteiros todos trocados, neste momento sinto-me perdida e sem rumo. Muitas pessoas dizem que estar sem rumo nesta altura é normal, ainda somos jovens, eu não consigo concordar em nada com eles, esta altura é péssima, andar  por aí a vaguear sem destino é a pior coisa do mundo. Gosto de ter objetivos de ter planos, de ter tudo organizado. Andar sem rumo é algo desesperante e deveras desinteressante, pergunto-me qual o objetivo de uma vida sem sentido?, sem planos?, sem rumo?. Pretendo objetivos para a minha  vida, e neste momento eles estão um pouco emaranhados e atafulhados dentro da minha cabeça. Penso que está na hora de dizer basta a esta melancolia que se apoderou de mim e começar a desfazer os nós, está na altura de começar a reciclar, e somente aproveitar aquilo que realmente é benéfico para mim. Sinto uma maior indiferença para com aquelas coisas supérfluas que antes eram qualquer coisa de significante.
 Consegui perceber que finalmente estava na altura de sair do buraco em que me tinha metido, e até agora parecia impossível ter escapatória, mas algo me deu força, coragem, ânimo, e era mesmo disto que estava a precisar. Gosto de saber com o que posso e com quem posso contar, sei que é uma tarefa complicada, mas para mim ser omnisciente era realmente um patamar que almejava atingir.
Com ou sem ajuda, aos trombos ou a direito é um caminho que quero fazer por mim e por mais ninguém. É uma nova descoberta, uma nova aprendizagem, e um novo patamar a atingir. Porque a vida é feita de sucessos e de insucessos, espero que este novo caminho, traga mais benefícios que limitações e inconvenientes.
Espero que no final desta nova jornada todos estes nós estejam eficazmente desembrulhados, e que a minha bússola esteja novamente alinhada , com os ponteiros alinhados. Quero acabar com este ressentimento, esta mágoa, deixar para trás tudo aquilo que me atirou para o buraco, livrar-me deste peso morto que carrego à tempo de mais e começar uma nova fase, com coisas favoráveis. Veremos onde esta nova fase me leva, vou seguir o meu rumo, com o meu tempo, e sem pressões, vai ser um tempo só meu, a minha introspecção.
 É um fim deste lado mais escuro, está na altura de me aventurar para lá da escuridão e procurar de novo a luz. É altura de perder os medos e começar a viver!
                                                                                                                                               NC

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Numa outra ocasião

Tentamos, lutamos, esfolamos-nos, caímos, e voltamos a fazer tudo de novo até um ponto em que temos demasiadas feridas abertas. Suportamos muito, pensamos que se nos estão a por à prova é porque somos capazes de aguentar até um dia.
Fui arrebatada, derrotada se quiseres, perdi as forças, a dor apoderou-se de mim, tu deixas-te que a dor se apodera-se de mim, disse muitas vezes, aos meus amigos, a ti e a mim própria que ia desistir, mas no meu interior nunca o fiz e muitas vezes às escondidas deles lutei por ti na tentativa de poder termos uma nova oportunidade, mas para mim esta foi a última tentativa. Não vai ser só mais uma promessa esta é a valer chega de sofrer por quem não sofre por mim, chega de acreditar em alguém que só tem garganta, porque sim tu és daqueles que tem muita garganta, mas muita pouca ação. Pessoas dessas à ai aos molhos e eu não quero uma dessas ao meu lado.
 Está na hora de te deixar para trás, ficas pelo caminho, e eu vou seguir o meu, poderá ser longo mas não vai haver caminho de volta, a partir de agora a estrada é só para a frente.
Tenho de me desculpar por todas as várias tentativas de reconciliação que para ti, foram apenas meros caprichos meus. Ameithe, amothe, e vou amarthe  nos próximos tempos, mas tenciono deixar de o fazer, porque amar alguém que não deseja ser amado é a pior coisa do mundo. Vou ser sincera quase que perdi a esperança no amor, para mim esta tinha sido a primeira forma de amor e a maneira como acabou deixou-me totalmente desamparada. Não desejo passar por isto outra vez na vida, mas sei que é uma prova que por muitos atravessam com sucesso e eu vou ser uma dessas pessoas. Não vou desistir do amor isso seria a coisa mais ridícula que faria na vida. Tu não és a única pessoa à face da terra, não és o único que vou amar e que me vai amar, durante algum tempo fizeste-me crer nisso e eu acreditei, fui ingénua mas sabes que mais chega de acreditar em babosices, porque se realmente me amasses como dizes ( e lá está só dizes) nunca me dirias isso.
O amor é algo que não se consegue explicar, sente-se apenas, e eu sinto-o de uma forma desesperante, mas o amor  não deveria ser assim desesperante, deveria ser livre, vivido.
E eu sei, que um dia vou viver um amor assim, despreocupado, intenso, como o que o nosso deveria ter sido, mas como se diz tudo acontece por uma razão e se não resultou é porque não estava destinado.
Gostava que este texto te chegasse para veres aquilo que te queria dizer para além de um EU AMOTHE, talvez numa outra encarnação.
                                                                                                                                                            NC