Muitas vezes penso o quão insignificantes somos, neste mundo, neste universo, neste comos.
Separada e individualmente somo menos que nada. Não passamos de partículas titanicamente pequenas.
Separada e individualmente somo menos que nada. Não passamos de partículas titanicamente pequenas.
Mas também penso…
Como é que fizemos isto?
Que raio de maldição nos lançaram?
Intriga-me este processo, estes factos.
Quando dou por mim e pela minha existência, pelo que estou a fazer e no que todo este grande mundo se tornou. Não que seja bom ou mau, mas pela espécie que nos tornámos, é impressionante.
O facto de estarmos tão sozinhos já faz da nossa história tão triste, quanto mais sermos os únicos a pensar e a agir desta maneira.
Não há assim tanta vantagem em ter consciência. Essa menina fez e faz de nós uns invasores incuráveis, capazes de fazer tanta m***a, capazes de julgar, de apreciar, de opinar, de pensar “conscientemente”, de fazer introduções e tirar conclusões, poder esse que julgamos ter, mas que na verdade não é nada.
Todo este “ especial” que nos atribuíram e que nós próprios temos tanto orgulho em nos atribuir podia ser o que, infelizmente, não é. Podíamos aproveitar esta consciência para tanta coisa, há tanto em que tirar proveito, nós estamos em vantagem, mas demasiado cegos pela consciência e pelo que ela nos dá, o que chega a ser irónico.
A culpa não é dela. Acho que todos somos maus por natureza. Dar algo tão bom a alguém que o soubesse usar, tornaria o mundo demasiado perfeito.
As nossas relações não passam de ilusões, tal como o nosso suposto poder.
Somos tão falsos e mentirosos uns com os outros, até para nós mesmos. As nossas palavras já não valem nada, as nossas ações já não têm significado, o que pensamos ou deixamos de pensar já não tem interesse, nós no fundo já não valemos nada.
Mas ainda bem. Não merecemos ter esse valor. Não quando nos descartamos consecutivamente, não quando não damos o uso correto às palavras e aos sentimentos e às tão belas coisas com que nascemos e vivemos.
Seres tão desonrados que somos.
Há de haver aí alguém a rir-se de nós, de mim, com estes pensamentos de pessoa tão importante. Dizem que ele existe.
Ass.: MR
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