Colete salva-vidas
Sentia-me no fundo de um poço e a
saída estava a uns milhões de milhares de quilómetros, queria subir, levantar-me
mas não sabia como, parecia que estava a sufocar, estava a ficar imóvel mas ao
mesmo tempo uma inquietação dentro de mim apoderava-se, fiquei desnorteada.
Costumam dizer que depois da tempestade - que se calhar foi mesmo isso, estava
num barco e este naufragou devido a uma tempestade, e deitou ao mar todos os
meus sonhos, as minhas confianças e mais uma mão cheia de coisas, tentei
erguer-me mas a tempestade voltara e fui abaixo outra vez, mas desta vez fui ao
fundo -, vem a bonança - e não é que veio mesmo, o meu colete salva vidas
apareceu meio perdido no meio deste mar de confusão, sem saber ajudou-me a
levantar tirou-me do fundo. Queria ter coragem para lhe agradecer, se calhar já
o fiz, gostava que o nosso destino estivesse cruzado, mas acho que o caminho
dele é outro, é pena porque aquele colete... Quero acreditar que ele ainda pode
voltar na minha direção, ou talvez já esteja a voltar... Bem que confusão está
este percurso todo, será que ele tem mesmo de ser assim ou sou só eu que estou
a confundi-lo? Não sei mas gostava de simplificar, não sei é como, gostava de
lhe pedir ajuda, mas...
(Domingo, 17 de maio
de 2015)
A censura
(Terça-feira, 7 de abril de 2015)
(Sábado, 4 de abril de 2015)
Chegaste meio tímido, espreitaste e ficaste durante 12 meses 365 dias,
8760 horas, 21900 minutos…
Em menos de nada passou-se o meu querido e frio janeiro, o fevereiro que tem aquele dia tão apaixonante, o março o abril e todos os outros meses, agora estou em Dezembro a menos de três semanas de te dizer adeus, é... É verdade 2014, já estás quase a dizer-me adeus.
Muitas lágrimas, muitos abraços muita gritaria, muitos desejos, muitas promessas, muitas desilusões tantas coisas que marcaram este ano, mas houve também coisas que ficaram por falar, por fazer, arrependimentos, beijos abraços segredos impulsos promessas que ficaram por fazer, foram muitas as pessoas que me deixaram, mas também foram muitas as que entraram e as que permaneceram a todas eles um Grande Obrigado! Tanto por se terem ido embora, como por terem permanecido ou chegado porque como se diz “só faz falta quem está”.
2015 entra sem medo sem vergonha. De ti… espero um ano maravilhoso
inesquecível, de ti espero também que afastes as pessoas que não merecem estar
na minha vida, que me dês conquistas que me faças crescer enquanto mulher, que
me faças aprender com os erros de 2014, de ti espero tudo de bomm para os que
amo.
Às pessoas que sempre estiveram comigo desejo-lhes que este próximo ano
seja melhor em todos os aspetos, que possam arriscar, que possam ser felizes.
Eles merecem tudo de bom, pois são pessoas a quem eu me apoio quando mais
preciso, portanto, para eles dá-lhes também motivos para sorrir, para amar,
para não desistirem do que mais querem, dá-lhes caminhos, dá-lhes luzes,
dá-lhes tudo o que merecem.
2014 assim me despeço de ti com todo o carinho e saudade que vais
deixar, mas como se diz “nada é para sempre”, portanto OBRIGADO!! Por tudo…
2015 agora é a tua vez de me mostrares um novo caminho, e estou pronta
para os desafios, para os riscos para tudo ati é um ATÉ JÁ…
(Segunda-feira, 15 de dezembro de 2014)
Antes de começar o comentário ao poema, queria pedir desculpa pela demora, mas tem sido impossível para mim vir aqui, o motivo mais forte tem sido o tempo, estive e estou na época de testes então só agora consegui arranjar um tempinho, bem mas vamos ao que interessa.
Este poema fala-nos de um mundo em que os aparelhos eletrônicos estão a
substituir o contacto humano por contato via virtual. Não vou negar que gosto
de usar as novas tecnologias como qualquer adolescente, mas também sei que o
contacto cara a cara, as conversas que temos pessoalmente, são muitos mais
sentidas que qualquer conversa que possamos ter no Facebook, ou por SMS.
Antes usava-se muito post-it para nos lembrarmos nas de coisas a fazer,
agora temos aparelhos que nos facilitam a vida, é um dos muitos aspetos
positivos que estes aparelhos podem ter para a nossa vida, a procura de
informação facilitou muito a vida das pessoas. Mas não nos podemos deixar
eludir por tudo isto, os computadores, os telemóveis os MP3 ou MP4, os tablets, a televisão, deixam-nos cada
vez mais isolados no mundo que nos rodeia, e nós como a geração do futuro não
devíamos permitir tal isolação devias promover o convívio. Não estou a dizer
para voltarmos ao século passado, para deixarmos tudo isto como se não existisse
nada disso, só estou a dizer que devíamos realmente, aprender a equilibrar os
dois lados.
"Então na próxima vez que pensares em mim - por favor não me
deixes mensagem.
Pára para me ver, porque nenhuma máquina te vai substituir."
Esta frase reforça a ideia que devemos muito mais marcar a nossa
presença, do que simplesmente deixar uma mensagem, o estar é muito mais
importante que o perguntar como estou, Malta vamos Marcar a presença...
(Sábado, 22 de novembro de 2014)
Uma amizade, um amor, o que está
certo? O que devo escolher? Diz-me que tudo vai ficar bem, que vou conseguir
dizê-lo sem que faça com que te afastes de mim, essa ideia sufoca-me, será que
se te contar vais deixar de olhar para mim, será que esse olhar doce vai desaparecer,
é isso que não quero, não quero perder esse olhar de ternura, esse sorriso
rasgado que tanto gosto de ver, mas...
Uma coisa eu tenho a certeza
perder-te não é uma opção e mais vale continuar como estamos, ao menos sei que
não te vou perder. Vou continuar a ver o teu sorriso, ouvir as tuas palhaçadas,
rir-me contigo, se isso me chega? Boa pergunta, não sei, só sei que mais vale
assim do que não ter nada, o teu sorriso vale muito mais que qualquer
"bobagem". Não é que o que eu sinta por ti seja "bobagem",
é no sentido em que sinto que sou uma criança que vai pela primeira vez a uma
visita de estudo e não se sabe comportar, é mais ao menos isso que sinto,
quando estou contigo. Não sei como devo de agir, se hei-de ser eu, ou se hei-de
parecer uma outra pessoa apenas para que repares em mim. Já sei! Sê tu própria,
às vezes é mau sermos contrariados pelas nossas próprias palavras, mas o que
queres? És tu que me deixas assim desorientada. E eu só queria orientar-me
porque eu acredito que contigo consigo. Mas sabes que mais eu não vou desistir
porque não sou pessoa de desistir daquilo em que acredito. E eu acredito que
"nós" pode existir...
E TU?
(Segunda-feira, 3 de novembro de 2014)
Amor, a palavra mais complicada de sempre principalmente porque quando penso nela só consigo pensar em ti...
Será normal que quando estou
contigo o meu pensamento esvazia-se? Fico simplesmente a pensar em ti, como se
tudo naquele momento rodasse á nossa volta, mas não roda! E quando acordo, sei
que tudo não passou de uma mera imaginação minha que para ti não tem pés nem
cabeça.
Lá está, no Amor, o sentimento nem sempre é correspondido e vou ter de
viver com isso, vou ter de parar nos teus olhos que me deixam desnorteada, sem
saber que caminho devo seguir, lá no fundo o rumo que quero tomar é o mesmo que
o teu, mas sei que para isso sofrer vai ser o sentimento predominante, mas e se
todo esse duro e pesado sentimento valer a pena? É isto que tenho pensado, será
que algum dia poderás olhar para mim da maneira que um rapaz olha para uma
rapariga quando se apercebe, estiveste mesmo á minha frente e nunca reparei em
ti, como? Bastava uma palavra tua, um sinal, mas sei que isso não acontecerá.
A desilusão apodera-se de mim, a
realidade dura e crua foi-me dirigida de uma maneira desumana, e com uma
brutalidade que é impensável.
Mas sabes que mais, não vou
desistir porque desistir é parar e parar é morrer, o caminho é para a frente e
para a frente é o caminho, as questões: será que vai correr bem? Será que
me vou magoar? Será que me vou arrepender? Vão ficar para trás porque a única
coisa em que vou pensar é em ti, e como eu sei que podemos ser felizes...
Sê amada;
Mas acima de tudo
sê feliz,
não deixes que magoem
que te rebaixem;
Sê superior
Sê tu....
(Quinta-feira, 30 de outubro de 2014)
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